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Professores falam contra o Common Core

Apesar da maciça oposição que os pais americanos tem feito ao Common Core, seria um equívoco pensar que os professores, parte importantíssima do processo educacional, estão ausentes do debate. 

É cada vez maior o número de educadores que, aterrorizados pelos problemas que a adoção do Common Core tem causado, decidem defender uma educação livre da ingerência de burocratas e controles rígidos governamentais. Acompanhe a matéria: 
Uma das características mais ultrajantes dos standards do Common Core é a maneira como eles colocam os professores contra os pais. Livros didáticos e currículos alinhados com o Common Core desencorajam ativamente o envolvimento dos pais no dever de casa e novos métodos para a resolução de problemas de matemática são estruturados de tal forma que somente alguns pais conseguem entendê-los o suficiente para ajudar seus filhos.

Com esta situação, é fácil pensar nos professores como os caras maus, tentando separar as crianças de seus pais através de níveis cada vez maiores de controle [daeducação]. Porém, isto é um erro. O Common Core não foi concebido por professores, mas sim por burocratas que não entendem a sala de aula, e muitos professores estão entre as vozes mais altas de oposição, irritados com a forma como tais standards os impedem de efetivamente realizar seus trabalhos.
Para ilustrar este ponto, Becky Gerritson do Alabama Tea Party Wetumpka gravou entrevistas com um número de professores dispostos a falar sobre sua frustração com Common Core.

Uma mulher, que pediu para não ser identificada, falou sobre o impacto psicológico negativo do aumento dos “high-stakes tests” (testes que são utilizados posteriormente pelos distritos escolares ou pelas agências governamentais para avaliar os alunos, bem como punir através de sanções administrativas – multas, reduções de verba, etc -, premiar – celebrações, publicidade positiva – ou compensar – bônus salariais, aumento de verbas, etc – as escolas participantes) sobre as crianças. Enquanto seus alunos anteriormente adoravam a escola, ela agora informa que eles estão “chorando constantemente.” “Estamos nos tornando professores cortadores de biscoito”, ela continuou. “Nossos filhos estão se tornando ‘cortadores de biscoito” (expressão que designa indivíduos produzidos em massa, sem características próprias que os diferenciem).

Carol Brown, uma educadora de infância de 19 anos, protestou contra a forma como os standards forçam as crianças a partir dos cinco ou seis anos a passar o dia todo fazendo provas escritas, sem tempo para brincadeiras criativas. Quando ela expressou suas preocupações em público, foi-lhe dito que ela tinha que parar ou então largar seu trabalho. Recusando-se a ser permitir-se ser amordaçada, ela desistiu.

Mike Parsons, um professor veterano em Huntsville, Alabama, falou sobre a preocupação com a privacidade e coleta de dados dos alunos por parte do estado. Estamos começando a fichar nossos filhos”, disse ele. “Os pais não estão cientes disto.”

Lisa Harris, uma professora aposentada da Geórgia, aponta para o porquê de a padronização e federalização da educação serem considerados um problema. “Eu nunca vi duas crianças iguais. Todos precisavam de atenção individualizada “, disse ela, notando a diferença entre igualdade e justiça. A busca da igualdade significa que os alunos são tratados de forma injusta, que não recebem a atenção que eles precisam, e são forçados a obedecer em vez de perseguirem seus próprios caminhos.
Aplicar um currículo “igual” a uma ampla variedade de alunos sendo que cada um aprende de forma diferente e em diferentes ritmos não é justo para ninguém.

Harris também observou que Common Core não é um problema republicano ou democrata. Ele vai além de disso, dividindo [a sociedade entre] pessoas que entendem como as crianças aprendem do governo federal daquelas que não entendem. “O problema com tudo isso”, disse Harris, “é que ele [Common Core] está sendo controlado por burocratas que nada sabem sobre educação, em Washington.”

Não são apenas professores sozinhos que se opõem Common Core, mas um número crescente de sindicatos de professores, que eram inicialmente favoráveis ​​às normas, se tornaram contra elas depois de verem os efeitos devastadores em salas de aula.

Artigo completo, aqui.

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